O Que é o Espiritismo?

o que é o espiritismo

Introdução ao conhecimento do mundo invisível, pelas manifestações dos espíritos.

 

         As pessoas que só têm conhecimento superficial do Espiritismo são, naturalmente, inclinadas a formular certas questões, cuja solução podiam, sem dúvida, encontrar em um estudo mais aprofundado dele; porém, o tempo e, muitas vezes, a vontade lhes faltam para se entregarem a observa- ções seguidas. Antes de empreenderem essa tarefa, muitos desejam saber, pelo menos, do que se trata e se vale a pena ocupar-se com tal coisa.

 perguntas e respostas rapidas Perguntas e respostas:

O Que é o Espiritismo? – Filosofia trazida por Allan Kardec um educador francês do século XVIII através das obras:

 

codificação o livro dos espíritos

O Livro dos Espíritos de 1857 – Pedra fundamental, livro de perguntas e respostas, contendo os princípios da Doutrina Espírita sobre a imortalidade da alma, a natureza dos Espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e o porvir da humanidade.

codificação1 o livro dos médiuns

O Livro dos Médiuns  de 1861 – Contém o ensino especial dos Espíritos sobre a teoria de todos os gêneros de manifestações, os meios de comunicação com o Mundo Invisível, o desenvolvimento da mediunidade, as dificuldades e os escolhos que se podem encontrar na prática do Espiritismo.

codificação2 o evangelho segundo o espiritismo

O Evangelho Segundo o Espiritismo de 1863 – Contendo a explicação das máximas morais do Cristo, sua concordância com o Espiritismo e sua aplicação às diversas situações da vida.

codificação3 o céu e o inferno

O Céu e o Inferno (ou a Justiça Divina segundo o Espiritismo) de 1865 – Contendo o exame comparado das doutrinas sobre a passagem da vida corporal para a vida espiritual, as penas e as recompensas futuras, os anjos e os demônios, as penas eternas, etc.

codificação4 a gênese

A Gênese Os milagres e as predições segundo o Espiritismo de 1868 – Trata dos problemas genésicos e da evolução física da Terra.

Obras complementares:

O Que é o Espiritismo de 1859 – Noções elementares do Mundo Invisível pelas manifestações dos Espíritos.

O Espiritismo em sua expressão mais simples de 1862 – “O objetivo desta publicação é dar, num quadro muito sucinto, o histórico do Espiritismo e uma idéia suficiente da Doutrina dos Espíritos, para que se lhe possa compreender o objetivo moral e filosófico. Pela clareza e pela simplicidade do estilo, procuramos pô-lo ao alcance de todas as inteligências. Contamos com o zelo de todos os verdadeiros Espíritas para ajudar a sua propagação. – Allan Kardec”

Viagem Espírita em 1862 de 1867 – Nos anos de 1860, 1861, 1862, 1864 e 1867, Allan Kardec, aproveitando as férias da Sociedade Espírita de Paris, deslocou-se da capital francesa para visitar, no interesse do Espiritismo, algumas cidades do interior da França e da Bélgica.

Obras Póstumas de 1890 – Representa o testamento doutrinário de Allan Kardec. Reúne os seus derradeiros escritos e as anotações íntima, destinadas a servir mais tarde para a elaboração da História do Espiritismo que ele não pode realizar.

Revistas Espíritas de 1858 à 1869 – Uma variada coletânea de fatos, de explicações teóricas e de trechos destacados que completam a exposição do “O Livro dos Espíritos” e “O Livro dos Médiuns”, e que representa de alguma maneira a sua aplicação.

O Principiante Espírita é uma obra publicada após a morte de Allan Kardedc. Contém os ensinamentos anteriormente apresentados por Kardec nos capítulos II e III de “O Que é o Espiritismo”.

Se quiser saber mais, navegue por nosso blog e aproveite nosso conteúdo, também pode entrar em nosso grupo de estudo em tempo real no Whatsaap.

grupo espírita whatsaap

 

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Diferentes modos de comunicações

 

1 – Os Espíritas sempre disseram: “A forma não é nada, o pensamento é tudo. Faça cada qual a sua prece de acordo com as suas convicções, de maneira que mais lhe agrade, pois um bom pensamento vale mais do que numerosas palavras que não tocam o coração”.                                                   

(O Evangelho Segundo o Espiritismo Cap. 28)

Diferentes comunicações

As comunicações inteligentes, entre os Espíritos e os homens, podem ocorrer por sinais, pela escrita e pela palavra.

Tais sinais vem evoluindo no decorrer dos tempos sempre no intuito de facilitar e aprimorar tais comunicações para que possamos sempre aprender ou auxiliar com mais eficácia. Nos tempos de Kardec tínhamos as mesas girantes e pancadas (efeito físico), nos dias atuais temos a psicofonia, a psicografia. Efeitos físicos que tanto chamou a atenção do mundo no século XVIII, nos dias atuais é quase inexistentes, alguns centros ainda fazem tais reuniões mas com pouca aplicação prática, quase que apenas para provar que é possível, porque a espiritualidade que visa a instrução já não vê mais sentido em tais reuniões.

Psicografia:

Espíritos empregam, como intermediárias, certas pessoas dotadas da faculdade de escrever. As comunicações transmitidas pela psicografia são mais ou menos extensas, segundo o grau da faculdade mediadora. Alguns não obtém senão palavras; em outros, a faculdade se desenvolve pelo exercício, e escrevem frases completas, e, freqüentemente, dissertações desenvolvidas sobre assuntos propostos, ou tratados espontaneamente pelos Espíritos, sem serem provocados por nenhuma pergunta.

Psicofonia:

Certas pessoas sofrem, nos órgãos da voz, a influência da força oculta que se faz sentir na mão daqueles que escrevem. Elas transmitem, pela palavra, tudo o que os outros transmitem pela escrita.

As comunicações verbais, como as comunicações escritas, têm, algumas vezes, lugar sem intermediário corpóreo. Palavras e frases podem ressoar em nossos ouvidos ou em nosso cérebro, sem causa física aparente. Os Espíritos podem, igualmente, nos aparecer em sonho, ou no estado de vigília, e nos dirigir a palavra para nos dar advertências ou instruções.

A escrita e a palavra são, com efeito, os meios mais completos para a transmissão do pensamento dos Espíritos, seja pela precisão das respostas, seja pela extensão dos desenvolvimentos que elas comportam. A escrita tem a vantagem de deixar traços materiais, e de ser um dos meios mais adequados, para combater a dúvida.

Videncia:

Médiuns videntes são aqueles que vêem os espíritos. Temos de distinguir três espécies de médiuns videntes:

  1. Os médiuns videntes que vêem, tanto com os olhos abertos como com eles fechados.
  2. Os médiuns videntes que vêem somente com os olhos abertos.
  3. Os médiuns de visão mental.

Intuição:

Médiuns intuitivos são aqueles que captam os pensamentos dos espíritos. Como os outros médiuns, os intuitivos também servem aos espíritos para suas comunicações. Prestam-se muito para a direção das sessões espíritas e para a doutrinação dos espíritos sofredores, porque instantaneamente sabem quais os pontos a tocar para o esclarecimento deles.

Inspiração:

Médiuns inspirados são aqueles aos quais os espíritos sugerem pensamentos. Nas outras mediunidades nós reconhecemos facilmente a ação dos espíritos sobre os médiuns. Porém, com relação aos médiuns inspirados, tal não se dá; a ação dos espíritos sobre eles é tão oculta, tão sutil que mesmo o próprio médium não a sente, apenas percebe que está sendo ajudado em suas idéias.  

Existem muitos outros meios que a espiritualidade encontra em chamar nossa atenção, nossa percepção que é falha devido a muitas coisas que nos distraem de nosso foco principal que é acumular méritos morais, ao qual desvirtuamos e focamos no acúmulo de vaidades pessoais, bens materiais, mesmo a custa de sofrimento de outros semelhantes, algo que vamos dia a dia trabalhando para buscar um entendimento de como viver em grupo.

O Livro dos Espíritos:

  1. Os Espíritos vêem tudo o que fazemos?

    — Podem vê-lo, pois estais incessantemente rodeados por eles. Mas cada um só vê aquelas coisas a que dirige a sua atenção, porque eles não se ocupam das que não lhes interessam.

  1. Os Espíritos podem conhecer os nossos pensamentos mais secretos?

    — Conhecem, muitas vezes, aquilo que desejaríeis ocultar a vós mesmos; nem atos, nem pensamentos podem ser dissimulados para eles.

Estas duas questões nos dão uma melhor percepção de tal proximidade que temos com o mundo espiritual, o que nos permite estarmos mais ligados às coisas do Espírito e buscarmos nos alinhar para que sintamos menos quando chegar nosso desencarne.

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Manifestação dos Espíritos

manifestação dos Espíritos

Sugestão de estudo: O Livro dos Espíritos capítulo IX / O Livro dos Médiuns Capítulo XIV-XV-XVI-XVII.

Muitos são acometidos de sensações, pressentimentos, visões, vozes, ou mesmo ruídos inexplicáveis que podem ser atribuídos ao “desconhecido” nos dias atuais as pessoas com facilidade de acesso às informações buscam em diversos sites, blogs, explicação para tais eventos. A Doutrina Espírita não é a única portadora de tais conhecimentos, mas com certeza é a que racionaliza mais a fim de mostrar que tudo é natural, o que falta é apenas conexão dos fenômenos com um guia prático. E mundo afora cada um tenta explicar a sua maneira tais fenômenos, outros rechaçam com veemência.

Como a natureza humana é maleável e falha temos diversos exemplos de mediunidade ou manifestações espirituais em todos os cantos, os céticos ignoram ou culpa a mente, os que negam proíbem o acesso ou culpam figuras mitológicas obviamente que quando lhes é conveniente aceita contanto que seja uma comunicação direta com o divino, e as tentativas de abafar tais casos apenas os fazem repercutirem mais e mais pois as pessoas vão se identificando e reconhecendo familiares tais fenômenos.

Mas também temos os preguiçosos que preferem empurrar suas mazelas ou ignorância por anos a fio tais eventos por motivos diversos. Quando entendermos que não estamos a passeio na Terra e que precisamos repensar nossa importância no contexto divino talvez consigamos evoluir sem precisar tanto do sofrimento como instrumento de impulso, porque não aprendemos com os exemplos? É tão necessário assim que apenas no caos iremos avante? Inúmeras pessoas passam a vida em busca de uma fórmula mágica que os resgata de suas dúvidas, sofrimentos e poucos são os que buscam em si mesmo a força que precisam para mudar a vibração.

mulher contemplando a espiritualidade.jpg

Manifestação dos Espíritos se dá por:

1- Ação oculta, quando ela não tem nada ostensivo. Tais são, por exemplo as inspirações ou sugestões de pensamento, as advertências íntimas, as influências sobre os acontecimentos, etc.;

2- Ação patente ou manifestação, quando ela é apreciável de um modo qualquer;

3- Manifestações físicas ou materiais’, são aquelas que se traduzem por fenômenos sensíveis, tais como os ruídos, o movimento e o deslocamento de objetos. Essas manifestações não comportam, muito freqüentemente, nenhum sentido direto; elas não têm por objetivo senão chamar a nossa atenção sobre alguma coisa, e nos convencer da presença de uma força superior à do homem;

4- Manifestações visuais ou aparições, quando um Espírito se revela à visão, sob uma forma qualquer, sem ter nenhuma das propriedades conhecidas da matéria;

5- Manifestações inteligentes, quando revelam um pensamento. Toda manifestação que comporte um sentido, não fora senão um simples movimento ou um ruído que acuse uma certa liberdade de ação, responde a um pensamento ou obedece a uma vontade, é uma manifestação inteligente. Ocorrem em todos os graus;

6- As comunicações’, são as manifestações inteligentes que têm por objeto uma troca seguida de pensamentos entre o homem e os Espíritos.

À natureza das comunicações varia segundo o grau, de elevação ou inferioridade, de saber ou ignorância do Espírito que se manifeste, e segundo a natureza do assunto de que se trata. Elas podem ser: frívolas, grosseiras, sérias, ou instrutivas.

As comunicações frívolas emanam de Espíritos levianos, zombadores e traquinas, mais maliciosos do que maus, que não ligam nenhuma importância ao que dizem.

As comunicações grosseiras se traduzem por expressões que chocam as conveniências. Elas não emanam senão de Espíritos inferiores, ou que não estão ainda despojados de todas as impurezas da matéria.

As comunicações sérias são graves quanto ao assunto e à maneira que são feitas. A linguagem dos Espíritos superiores é sempre digna e isenta de toda a trivialidade. Toda comunicação que exclui a frivolidade e a grosseria, e que tem um fim útil, seja de interesse privado, é, por isso mesmo, séria.

As comunicações instrutivas são as comunicações sérias que têm por objetivo principal um ensinamento qualquer, dado pelos Espíritos sobre as ciências, a moral, a filosofia, etc. São mais ou menos profundas e mais ou menos verdadeiras, segundo o grau de evolução e de desmaterialização do Espírito.

Revista Espírita – 1858 (Allan Kardec)

Em O Livro dos Espíritos temos um capítulo inteiro que trata das formas de intervenção, influências, possessões, afeições, pressentimentos, ação dos Espíritos sobre fenômenos da natureza, dos pactos, talismãs, feiticeiros, bênçãos e maldições, questões 456 à 557.

Tais intervenções são constantes e raramente percebemos devido ao nosso foco de interesse sempre estar desfocado, uma vez que sentimentos tais como o egoísmo que é retratado na questão 913 como “deriva todo o mal”, e ao mesmo tempo na questão 919 nos ensina a combater tais vícios “Conhece-te a ti mesmo” com esta simples receita e persistência conseguimos superar muitas de nossas amarras que nos prendem no limbo da ignorância, uma vez despertando o desejo de melhora usamos as obras para nos conhecermos e entendermos que tais manifestações podem ser educadas através de O Livro dos Médiuns, capítulo XIV, XV, XVI,  nos ensina os tipos de médiuns que temos e a propósito médium é “Toda pessoa que sente a influência dos Espíritos, em qualquer grau de intensidade”.

Este manual Espírita é para os que se identificam com os efeitos ou sensações descritos nas obras, e com o aprofundar dos estudos se possível em um grupo Espírita mais próximo de sua casa as pessoas vão trocando experiências e com isto o auxílio mútuo acontece quase que de forma natural.

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Introdução ao Estudo Espírita

Estudointrodução ao estudo Espírita

A Doutrina dos Espíritos oficialmente fundada por Allan Kardec na França em 1857 é fruto de pesquisas e observações em eventos que popularizaram na Europa durante o século XVIII, eventos estes chamados de “Mesas Girantes”, que despertaram a curiosidade de um estudioso francês de nome Hippolyte Léon Denizard Rivail, ao qual percebeu que apesar das frivolidades existentes em tais reuniões existia algo de relevante a ser explorado, e com o apoio de alguns outros cidadãos iniciou reuniões sem o caráter de diversão, e sim, entender que havia inteligência por trás dos fenômenos.

Senhor Rivail iniciou uma árdua campanha de divulgação e troca de conhecimento sobre tais eventos “sobrenaturais” mundo afora, conseguindo se corresponder com pessoas de vários países ao qual percebeu haver toda uma estrutura até então inexplicável de interação do homem com “seres invisíveis”.

Outro grande fenômeno que lançou olhares e trouxe veracidade a tais comunicações é o caso das “Irmãs Fox” nos Estados Unidos. Dando mostras que não estávamos sozinhos e que nossa vida não se resumia apenas em “nascer, viver e morrer”.

Sr. Rivail tratando como ciência esta nova percepção de ver eventos que sempre popularam pela Terra como eventos místicos e de povos que se apegam ao desconhecido para justificar seu baixo intelecto, trouxe a si uma gama de pesquisadores e as provas que tanto necessitava a fim de avalizar seu fim científico.

É importante frisar que tais fenômenos nunca foram exclusividade da época e sim algo natural presente em todas as partes do globo por toda nossa existência:

“A existência dos Espíritos, e a sua intervenção no mundo corporal, está atestada e demonstrada, não mais como um fato excepcional, mas como princípio geral, em Santo Agostinho, São Jerônimo, São Crisóstomo, São Gregório de Na-zianzeno e muitos outros Pais da Igreja. Essa crença forma, por outro lado, a base de todos os sistemas religiosos. Os mais sábios filósofos da antigüidade a admitiram: Platão, Zoroastro, Confúcio, Apuleio, Pitágoras, Apolônio de Tiana e tantos outros. Nós a encontramos nos mistérios e nos oráculos, entre os Gregos, os Egípcios, os Hindus, os Caldeus, os Romanos, os Persas, os Chineses. Vemo-la sobreviver a todas as vicissitudes dos povos, a todas as perseguições, desafiar todas as revoluções físicas e morais da Humanidade. Mais tarde, encontramo-la nos adivinhos e feiticeiros da Idade Média, nos Willis e nas Walkirias dos Escandinavos, nos Elfos dos Teutões, nos Leschios e nos Domeschnios Doughi dos Eslavos, nos Ourisks e nos Brownies da Escócia, nos Poulpicans e nos Ten-sarpoulicts dos Bretões, nos Cemis dos Caraíbas, em uma palavra, em toda a falange de ninfas, de gênios bons e maus, de silfos, de gnomos, de fadas, de duendes, com os quais todas as nações povoaram o espaço. Encontramos a prática das evocações entre os povos da Sibéria, no Kamtchatka, na Islândia, entre os índios da América do Norte, entre os aborígenes do México e do Peru, na Polinésia e mesmo entre os estúpidos selvagens da Oceania.” Revue Spirit 1858

Uma rápida olhada na história da humanidade constatamos que Allan Kardec apenas tratou das manifestações como algo natural e científico, obviamente não uma ciência exata, já é muito que tenha o de uma ciência filosófica. Toda ciência deve estar baseada sobre fatos; mas só os fatos não constituem a ciência; a ciência nasce da coordenação e da dedução lógica dos fatos: é o conjunto de leis que os regem. O Espiritismo chegou ao estado de ciência? Se se trata de uma ciência perfeita, sem dúvida, seria prematuro responder afirmativamente; mas as observações são, desde hoje, bastante numerosas para se poder, pelo menos, deduzir os princípios gerais, e é aí que começa a ciência.

A Doutrina Espírita nasce então após o acúmulo de material de estudo e pesquisa por parte do Sr. Rivail com o lançamento da obra primeira e basilar que é “O Livro dos Espíritos” tendo como autor Allan Kardec, sentindo assim a necessidade de que suas outras obras acadêmicas não interferisse nesse novo trabalho filosófico.

Allan Kardec sempre deixou claro que a obra não lhe pertencia, apenas foi o responsável por classificá-la e organizar pois se trata da obra dos Espíritos, que visam com isso nos trazer respostas e auxílio em momentos que nenhuma outra Doutrina consegue dirimir nossas dúvidas e angústias.

Após o lançamento do “O Livro dos Espíritos” Allan Kardec também lança outras obras que complementam esta nova Filosofia de caráter moral, ou Ciência filosófica de conotação moralizante.

1 – 1857 – O Livro dos Espíritos

2 – 1858 – A Revista Espírita – Jornal de Estudos Psicológicos editada até 1869

3 – 1859 – O Que é o Espiritismo

4 – 1861 – O Livro dos Médiuns

5 – 1863 – O Evangelho Segundo o Espiritismo

6 – 1865 – O Céu e o Inferno ou a Justiça Divina Segundo o Espiritismo

7 – 1868 – A Gênese, os milagres e as Predições Segundo o Espiritismo

Dentre estas obras algumas outras foram lançadas a fim de contribuir com o esclarecimento resumido em forma de livretos.

Também em 1890, 11 anos após o desencarne de Allan Kardec lançou-se o livro “Obras Póstumas” onde reuniu várias anotações e artigos guardados por ele em vida, não sabemos se são relatos que ele publicaria ou manteria em seus guardados, fato este que não trás muita credibilidade à obra citada.

A perspectiva que o Espiritismo bem estudado é de aceitação e compreensão por parte dos que se dedicam a esta nova proposta que nos faz perceber nossa responsabilidade diante os eventos da vida e da morte por assim dizer uma vez que cremos na continuidade da vida após a vida, e a percepção de que somos filhos de Deus eleva-se uma vez que nosso irmão mais evoluído Jesus nos ensina o caminho, a verdade e a vida que será mais feliz se nos deixarmos seguir seus exemplos.

“NASCER, VIVER, MORRER, RENASCER DE NOVO E PROGREDIR CONTINUAMENTE, TAL É A LEI”

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Diferença entre Espiritualismo e Espiritismo

espiritualista e espiritismo.jpg

Quando somos expostos a uma “religião” única, que foi o caso do Brasil durante séculos, perdemos a oportunidade de alargar nossos horizontes em várias áreas, criando com isto o pré conceito que mesmo não incentivado por tais instituições (as vezes sim), é disseminada de maneira silenciosa e inconsciente entre seus fiéis.

Percebemos claramente isto no medo de muitos conhecerem um Centro Espírita por exemplo, e que simplesmente é uma casa de palestras e tarefas assistenciais.

Os termos acima “Espiritismo e Espiritualismo” são associadas a seitas ou coisas estranhas ao meio devido a arrogância católica em se declarar a única fonte de salvação, e suas outras linhas cristãs adotaram o mesmo tom individualista e exclusivista em termos de deus, ignorando o fato que Deus é amor e não exclusão.

Segue uma explicação de kardec sobre a diferença destas duas palavras:

por Allan Kardec, em 1857

Para as coisas novas necessitamos de palavras novas, pois assim o exige a clareza de linguagem, para evitarmos a confusão inerente aos múltiplos sentidos dos próprios vocábulos. As palavras espiritual, espiritualista, espiritualismo têm uma significação bem definida; dar-lhes outra, para aplicá-las à Doutrina dos Espíritos, seria multiplicar as causas já tão numerosas da anfibologia. Com efeito, o espiritualismo é o oposto do materialismo; quem quer que acredite haver em si mesmo alguma coisa além da matéria é espiritualista; mas não se segue dai que creia na existência dos Espíritos ou em suas comunicações com o mundo visível.

Em lugar das palavras espiritual e espiritualismo, empregaremos, para designar esta última crença, as palavras espírita e espiritismo, nas quais a forma lembra a origem e o sentido radical e que por isso mesmo têm a vantagem de ser perfeitamente inteligíveis, deixando para espiritualismo a sua significação própria. Diremos, portanto, que a Doutrina Espírita ou o Espiritismo tem por princípio as relações do mundo material com os Espíritos

ou seres do mundo invisível. Os adeptos do Espiritismo serão os espíritas, ou, se o quiserem, os espiritistas.

Como especialidade O Livro dos Espíritos contém a Doutrina Espírita; como generalidade liga-se ao Espiritualismo, do qual apresenta uma das fases. Essa a razão por que traz sobre o título as palavras: Filosofia Espiritualista.

Resumidamente ao que Allan Kardec nos trás:

Espiritualista: Todo aquele que crê na vida após a morte: Católico, protestante, Budista, Espírita, Hinduista, muçulmano, etc, etc

Espírita: Que segue a Filosofia Espírita ou Espiritismo.

diferença espiritismo expiritualismo.jpg

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