Máscaras e presunções:

                                                                                                                 

                                                                                                           mecanismos de defesa?

Máscaras:

                                      O GAIO ENFEITADO COM AS PLUMAS DO PAVÃO


“Um gaio, apoderou das penas que um pavão trocara. Colocou-as em seu corpo e acreditando ser uma bela ave, foi exibir-se entre os outros pavões.

Reconhecido, ei-lo enxotado a bicadas e empurrões violentos. Depenado pelos pavões, ele foge entre vaia estrondosa, corrido, por ludibriar; leva o corpo em carne viva.

Buscando asilo e refúgio entre os gaios, seus iguais, foi repelido a assobios e gargalhadas.

Gaios bípedes eu conheço que não são imaginários; eles usurpam penas alheias e se chamam plagiários.

Mas, cala-te, boca! Não é do meu feitio apontar os impostores! Entre os pavões são notórios os gaios que se apo deram do que não lhes pertence.”

Mecanismo de defesa, mas que defesa é está?

 Quem NÃO se contenta com o que É e com o que TEME, cobiça o que ao outro pertence, acaba perdendo o que lhe era próprio.

2 Timóteo Cp. 2, versículo 11

“Fiel é esta palavra:

Se já morremos com ele,

Também viveremos com ele;

Se perseveramos,

Também com ele reinaremos;

Se o negamos, ele, por sua vez, nos negará;

Se somos infiéis, ele permanece fiel,

Pois de maneira nenhuma pode negar-se a si mesmo.”

Adoramos adoecer

Não trabalhamos, damos trabalho;

Não precisamos nos preocupar, os outros preocupam por nós;

Não necessita fazer amar, suplicamos amor;

Desejamos piedade, e não nos apiedamos;

Chamamos a atenção quando estamos doentes. Este é nosso intuito para darmos uma pausa nesta vivência tão difícil aos nossos olhos.

Tomemos consciência do que nós somos agora.

Vivamos o hoje. Sem expectativas e idealizações, estaremos rumo à nossa própria realidade, ou seja, à existência pela qual Deus nos criou. Aquele que vive a partir de sua essência, sem se deixar escravizar pelas forças obscuras das convenções sociais, com certeza atingirá seus objetivos íntimos e cumprirá suas metas existenciais. Possuímos uma vida singular. Esse sentimento de que todos menos nós temos uma vida de valia, utilitária e valorosa é repercussão do passado. Crenças negativas que nos impedem de desenvolver saudavelmente a criatividade. A felicidade de cada indivíduo existe na proporção direta do grau de realidade em que ele vive.

 No ponto de vista moral, Deus tem, sem dúvida dado ao homem um guia em sua consciência que lhe diz:

 “não faças a outrem o que tu não quiseres que te lhe faça”.

 A moral natural é certamente inscrita no coração dos homens, mas todos eles sabem-nas ler? Não têm eles sempre menosprezado estes sábios preceitos? Que fizeram da moral do Cristo? Como a praticam estes mesmos que a ensinam? Não está ela tornada uma letra morta, uma bela teoria, boa para os outros e não para si? Censurai -vos a um pai de repetir dez vezes, cem vezes a mesma instrução a seus filhos se eles não nas aproveitam?

A Gênese – Allan Kardec

Precisamos não mais querer ser o que não somos, é preciso abrir nossos olhos e aceitar que nossa vida é uma dádiva, é uma oportunidade de crescimento como Espírito que somos, chega de omitirmos ou buscarmos caminhos alternativos, enfrentemos nossos medos e vivamos. Usemos a moral de Cristo para que sejamos mais fortes vivendo a cada dia com intensidade para o bem.

Presunções:

O BURRO QUE LEVAVA RELÍQUIAS

Um burro, carregando a estátua de um santo e outras relíquias, caminhava pelas ruas da cidade. E por onde ele passava as pessoas entoavam hinos e queimavam incensos. Paravam para vê-lo e fixavam em sua direção olhares de admiração. Alguns até se ajoelhavam.

Imaginando que todas as honrarias eram para ele, o burro, cheio de orgulho, marchava soberbamente diante do povo. E até fazia paradas estratégicas quando percebia que a multidão exultava.

Alguém que por ali passava, observando a pose do animal, adivinha o que lhe passa na cabeça e diz:

– Não sejas tolo, ó burro insano! Deixa de lado essa presunção! És pobre de cabeça? Não vês que as homenagens e as preces dos suplicantes são para o santo que carregas, e não para ti?

Quantos burros se imaginam adorados pelos homens?

Quantos magistrados que nada sabem são aplaudidos pela imponência da toga !

Mecanismo de defesa, mas que defesa é está?

Desejo de sermos algo que não somos, idealizar a vida de outrem, nos faz criar personagens para vivermos esta nova vida de faz de conta, mas por quanto tempo conseguiremos manter-nos ausente de nossa verdadeira essência? Os que estão próximos a nós sabem quem somos, como podemos mentir para todos ao mesmo tempo e para nós mesmo.

Tomemos como exemplo a vida de um casal, onde ambos se conhecem e quando há mentiras é como se deixássemos um rastro que facilmente será percebido pelo outro, e além disto há também a nossa falta de senso ao tentarmos ser ou fazer algo que não dominamos, a farsa cairá a qualquer momento. E os conscientes de sua condição de espíritos tem a nítida noção que uma “mentira” será ouvida aonde não podemos usar de máscaras, e ao sermos presunçosos este sentimento também será percebido, criando assim um vinculo mental com tantos outros que como os presunçosos se sentem bem nesta condição, nos levando a situações de ridículo.

Jesus não tinha sombra, nós temos, temos medo, é atávico. Temos medo, de perder o emprego, da violência, da infidelidade, de nós mesmos, somos inseguros. Jesus ao contrário não, então mais uma vez vamos nos basear em nosso GUIA:

O Livro dos Espíritos questão: -625) Qual o tipo mais perfeito que Deus ofereceu ao homem, para lhe servir de guia e modelo?

 

– Vede Jesus.

“Jesus é para o homem o tipo de perfeição moral a que

pode aspirar a Humanidade na Terra. Deus no-lo oferece

como o mais perfeito modelo e a doutrina que ele ensinou

é a mais pura expressão de sua lei, porque ele estava

animado do Espírito divino e foi o ser mais puro que já

apareceu na Terra.”

 

Jesus é a síntese da filosofia universal, o ser que pode nos orientar e nos direcionar neste mundo de tantos caminhos, de tantos meios de se alcançar algo. Algo que muitos de nós ainda não sabemos o que é. E alguém sem medo pode o fazê-lo, basta nos atermos a suas próprias palavras, onde ele diz:

 “Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.” (Mateus 11.28-30)

Sejamos agentes transformadores, sejamos disseminadores das boas aventuranças Cristãs.

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Sobre Fábio Duarte

@FabioDuarte_BH
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