Instinto e desequilíbrio andam juntos?

OLE – 73. O instinto é independente da inteligência?

– Precisamente, não, porque é uma espécie de inteligência. O instinto é uma inteligência não racional; é por ele que todos os seres provêm às suas necessidades.

Vejamos que todos temos nossos instintos animais bem presentes, é ele que nos move em situações extremas a agirmos de maneira impulsiva. Uma pessoa costumeiramente calma pode se transformar em um Leão para defender sua vida, ou de outrens. O instinto quase que se confunde com a Inteligência, mas esta última é construída, acrescentada, somada a cada nova experiência, a cada novo acumulo ou busca por conhecimento. O instinto ao contrário são predisposições inatas que temos, seriam tendências pré-definidas, tanto no campo emocional, comportamental, o que de certa maneira iria de encontro a teoria de Darwin em relação a evolução, e também aos ensinos Espíritas, que nos fala da nossa condição de Espíritos simples e ignorantes, onde iremos aprimorando nosso comportamento diante a vida conforme experiências vividas sendo obtidas  por vontade própria ou por imposição da Lei de Progresso, uma vez que mesmo na inércia estamos tendo lições de como proceder, ficarmos estagnados por completo é uma ilusão temporária, uma vez que não estamos sozinhos em lugar algum do globo, pertencemos a uma única e imensa família, onde sempre há alguém conosco, nos influenciando e nos direcionando. Em alguns momentos nos permitimos ficarmos omissos a tudo, mas sempre vem o choque que ao menos nos faz pensar e reavaliar nosso comportamento e nossa postura.

É comum vermos pessoas que se fecham em seu mundo particular, e ficam anos em um estado letárgico, mas seja qual for sua decisão alguma lição será aprendida, afinal mesmo que determina que sua vida seja ceifada, o Espírito continuará e suas tendências permanecerão intactas.

Tudo está relacionado ao Instinto que está dentro de cada um de nós, durante algum tempo, os terapeutas cognitivos colocaram a idéia freudiana do homem subjugado por instintos animais em plano secundário, mas atualmente neurocientistas como Donald W. Pfaff e Jaak Panksepp resgatam esse conceito, e mais, concebem o processo instintivo humano sobre nosso comportamento como algo ainda mais rudimentar do que foi imaginado por Freud. Segundo eles, somos mais parecidos com os primatas do que poderíamos supor. Na parte anatômica e química do que foi designado como ID, nosso cérebro é muito semelhante ao dos mamíferos que abrigamos em nossa morada como animais de estimação.

Mas como controlar por exemplo um impulso de raiva que nos acomete em diversos momentos e por variadas situações?

Primeiro é importante ressaltar que explosões que podem ser momentâneas ou duradouras conforme cada um, e que denominamos “raiva” vai bem além do que o puro e simples instinto, podemos citar a vaidade, o orgulho, a inveja, o ego dentre várias outras causas que nos fazem parecermos outras pessoas. Na verdade estamos dando vazão a nossos impulsos íntimos mal trabalhados.

Quando OPTAMOS em brigar no trânsito por exemplo, é escolha nossa, não se trata de uma influência espiritual, de um instinto, de criação, ou devido as injustiças a que somos expostos, é uma mera escolha, algo que vamos aos poucos trabalhando em nossa mente para que no momento exato possamos demonstrar toda nossa fúria contra o primeiro que nos confrontar.

Não é de se espantar que Jesus já dava uma importância grande a tal estado dos humanos:

 “Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a Terra.”

–          ( Mateus, Cp 5, versc. 5)

 “Por essas máximas, Jesus estabeleceu como lei a doçura, a moderação, a mansuetude, a afabilidade e a paciência. E, por conseqüência, condenou a violência, a cólera, e até mesmo toda expressão descortês para com os semelhantes,(…)” – ESE

 Mas nossa pergunta ainda está sem resposta, como nos controlarmos então? Como podemos nos equilibrar? O instinto que nos faz explodir?

Controlando dia a dia, um trabalho constante, sem atropelos, o equilibrio é alcançado com série de mudanças de hábitos, autoconhecimento  nos permite policiarmos contra ações impulsivas e não instintivas. Instinto e desequilíbrio emocional são coisas distintas. Um nos auxilia o outro nos prejudica.

Podemos propor aqui neste espaço uma terapia continuada para que busquemos juntos o equilíbrio necessário para evitarmos situações atribuladas, iremos dividir em 3 passos nosso programa de contenção a raiva:

– Reconhecer que cometemos abusos comportamentais.

– Filtrar o que iremos absorver, mudando comportamentos rotineiros tais como filmes violentos, pensamentos de rancor, frases que denotam superioridade, conter nosso ímpeto de orgulho, buscarmos entender que não somos melhor ou superiores a ninguém, compreender a imperfeição de todos. E principalmente substituirmos eventos antigos por uma boa leitura, música agradável, o Evangelho de Jesus é sempre um bom instrumento calmante.

– Praticar em nosso dia a dia, evitando confronto de qualquer natureza, estarmos atentos a mudanças comportamentais, muitas causas orgânicas podem nos deixar propensos a tais comportamentos, então uma vez buscando o auto conhecimento, se torna menos penoso isolar tais causas e combatê-las.

Boa terapia a todos…. Inclusive a mim mesmo.

Anúncios

Sobre Fábio Duarte

@FabioDuarte_BH
Esse post foi publicado em Artigos Fábio Duarte. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s