Censura crítica

Estava lendo um artigo onde as grandes redes excluem conteúdos cristãos. E ao ler vão entender que tais conteúdos da essência cristã pouco têm.

“O estudo revelou que algumas empresas de tecnologia da nova mídia estão de forma descarada banindo conteúdo cristão, e que todos os sites de mídia social, exceto o Twitter, têm políticas de liberdade de expressão que são mais restritivas do que os direitos de livre expressão garantidos na Constituição dos EUA.

 

De acordo com o estudo, sete grandes sites de mídia social baniram “expressões de ódio”, um termo que os autores do estudo apontam que “é muitas vezes aplicado na cultura para reprimir comunicadores cristãos”.

Os autores do estudo também revelaram que algumas das empresas de mídia reagem de forma favorável às exigências de grupos de pressão que pedem que as opiniões conservadoras ou cristãs sejam censuradas.

 

O estudo nota que quando estabeleceu novas normas para seu “Google para Uso Sem Fins Lucrativos” em março de 2011, o Google recusou colocar na lista “igrejas e outros grupos religiosos” que consideram “a religião ou orientação sexual em práticas de contratação”. As igrejas cristãs que solicitaram o software completo das ferramentas do Google produzidas para uso sem fins lucrativos foram rejeitadas.”

(…)

“Dos 425.000 aplicativos disponíveis no iPhone da Apple, os únicos censurados pela Apple por expressarem opiniões normalmente legais foram aplicativos com conteúdo cristão”, comenta o estudo.”

Penso eu que o “conteúdo cristão”, neste caso foi subjetivado a muito tempo, uma vez que suas opiniões elevam classes e denigrem outras em defesa de um deus anacrônico e leviano em muitas situações. Ainda não sabemos ao certo qual a validade de tais informações devido as fontes não serem completamente confiáveis, mas sejamos racionais um pouquinho só, quem irá gostar de ter seu nome ligado a mensagens expondo os outros ao ridículo em defesa de uma crença pessoal?

 

A Doutrina Espírita nos orienta a todo momento em suas obras evitarmos julgamentos, e nos mostra que somos parte de um todo, que nossas crenças, condição social, sexual, racial, ideológica, nacionalista, etc., pode facilmente se subverter conforme nossas necessidades evolutivas, sendo assim restringir tais conteúdos é até um favor que tais empresas os fazem no intuito de coibir que o ódio entre os seres se agrave, sair do estreitamento cultural que muitos são impostos pela sociedade local a que está inserido é uma obrigação de cada criatura, uma vez que o mundo converge cada vez mais para uma globalização irrefreada, basta vermos que as informações são mundiais e em tempo real.

O que falta para certos grupos “cristãos” é justamente compreender a verdadeira mensagem de amor que Jesus trouxe e ainda trás a cada um que é liberto para seus ensinamentos. Aonde nos textos imputados ao Cristo mostra sua intolerância, sua arrogância, sua prepotência, sua orientação para que sejamos detentores da verdade e com isto subjuguemos nosso semelhante apenas por pensarem diferente? Será que frases como está “Ame seu próximo como a si mesmo”, são deixados de lado para se cumprir as profecias do Velho Testamento que representa uma cultura antiga, machista e pré-conceituosa, uma vez que seus remanescentes Judeus ainda se subdividem dentro de uma mesma família em prol de algo maior, e choques acontecem a todo momento por orgulho seguindo uma linha ortodoxa dos ensinamentos de “deus”.

 

“A pluralidade é a condição da ação humana pelo fato de sermos todos os mesmos, isto é, humanos, sem que ninguém seja exatamente igual a qualquer pessoa que tenha existido, exista ou venha a existir”

         Hannah Arendt

Cito uma filosofa alemã judia que sentiu na pele o que é ser excluída, perseguida, apenas por carregar consigo uma denominação familiar, que se fosse um erro, o que não o é, nem seria culpa dele, mas mesmo assim sofreu com a perseguição, e alguns grupos que deveriam compartilhar o amor, disseminam o ódio, o separatismo, e reclamam por não poderem queimar “fantasmas” em praça pública. Por estas e por outras amigos que as pesquisas e estatísticas vem se revelando cada vez mais acertadas dando o fim das religiões onde se aceita o livre pensar, e onde se é responsabilizado pelos desrespeitos que cause a outrem.

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Sobre Fábio Duarte

@FabioDuarte_BH
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Uma resposta para Censura crítica

  1. Rogério disse:

    muito bom, Fábio.

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