O que o destino me mandar

A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) promove, desde março de 2007, a campanha Mude um Destino. Em sua primeira fase, procurou chamar a atenção da sociedade para as condições de vida de cerca de 80 mil crianças e adolescentes que vivem em abrigos. Na segunda etapa, o foco passou a ser a importância da adoção feita de maneira legal, ou seja, por meio do Poder Judiciário.

Convido a todos para assistirem a esse vídeo. Fantástico e comovente! Impossível não se emocionar!

(Legenda em português)

(Legenda em inglês)

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Sobre Fábio Duarte

@FabioDuarte_BH
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Uma resposta para O que o destino me mandar

  1. Caro Moderador.
    Se me permite, desejo fazer um comentário sobre nossas crianças, que liás jpa o fiz anteriormente, e não vi ser mencionado.
    Meus Pais, eram abastados em Minas Gerais, e por problemas dele, acabou perdendo tudo,vindo residir por favor em uma residência no Rio de Janeiro. Eu, tinha um ano, tive meningite, mas graças ao Pai Criador, achou que não era hora de eu passar par o outro lado. Éramos 10 filhos, sendo que três falecidos sem que eu os conhecesse porque nem havia nascido. Aqui no Rio, meu Pai começou a trabalhar e minha mãe a costurar para fora, lavar roupas, meus Irmãos mais velhos começaram a trabalhar desde os 15 anos para ajudar ao custeio da família. Um dos Irmãos, achou que desejava ingressar num seminário e ser Padre. Foi aplaudido por meu Pai não sei se por ser um peso a menos, ou mesmo que assim desejasse. A seguir, foi outro mais velho do que eu. Finalmente eu como caçula dos homens, estudando em colégio publico, com 9 anos, ele também achou que devia ir. Chorei muito, Quando lá cheguei, constatei, que embora tivesse dois Irmãos no mesmo lugar, não poderia falar com eles por questões de disciplina e assuntos eclesiástico. Um Padre que veio da guerra( já falecido), com muito carinho foi me consolando pela saudade de casa, dos amiguinhos, e tudo mais . Comecei então a praticar todos tipos de esportes, estudar muito ( média 9 horas por dia, 14 matérias ), cuidar de coelhos, de plantações, cortar cabelos dos meus colegas em torno de 350 alunos, aprendi a reformar os calçados dos colegas na sapataria, e iniciei o aprendizado em música quer cantada quer instrumental. Tivemos uma gruipe violenta que assolou o Colégio inteiro, e eu com os poucos que não nos contaminamos tivemos que assumir de tratar de quase 300 alunos, não havendo um que viesse a falecer. Ainda interessado em aprender, passei a fazer parte do corpo teatral que tinha que aprender e decorar os textos em uma semana independente de minhas obrigações normais de ano, aulas, provas e comprotamente. Neste periodo que lá permaneci de 9 aos l9 anos, somente tive a visita de minha mãe 3( vezes ) e durante 2 dias cada, porque ela não tinha condições financeiras para ficar no local. Mas, compreendia toda a situação porque estava repleto de afazeres embora não sentisse saudade e falta deste carinho. Com meus Irmãos só pude vir falar com eles após ter me desligado do seminario aos 19 anos, e posteriormente o outro saiu já com formado em filosofia. Chegando em casa foi uma brigalhada com meu Pai, mas, já estava preparado e saí em busca de trabalho e consegui com pouco esforço tendo em vista que entendia de muitos assuntos, sendo de imediato solicitado por meu ex cunhado ( falecido ) para administrar a Loja do mesmo. Após dez anos posteriormente, vindo a sustentar o irmão que sai formado em filosofia mas não trabalhava, comprava tudo que ele necessitava até que iniciou a dar aulas e terminar a Faculdade no Rio de Janeiro. Neste tempo sai da loja e fui abrir meu negócio que embora tivesse muitos tropeços, consegui levar por 37 anos. Aqui antes de me casar ( diga-se de passagem, casamento feito por meu Irmão mais velho já Padre, e dois outros Padres meus professores ), criei meus filhos procurando dar-lhes retidão educação e errei por dar tudo o que nunca tive a eles sem olhar primeiro para o merecimento. Não importa. Importa que o fiz! Hoje com 70 anos, já com outra esposa , meus filhos vivem suas vidas com seus filhos da forma que eles acham certo embora não possa concordar. Mas, não posso e não devo cobrar nada, porque o que fiz, foi porque assim desejei.
    Contado tudo isto de minha vida, nada tenho a recriminar sobre meus Pais, já falecidos. Sentir, claro que sentimos a falta de amor. Mas se estamos com nosso tempo, com regras e podemos realizar uma série de atributos que o Pai Criador nos permite, não posso aceitar que Pai ou Mãe são indispensáveis quando temos apoio de outros semelhantes que nos mostram que podemos viver por nossos esforços, nossa vontade.
    O que ocorre é que todos estes asilos, casas de acolhimento quer seja particulares, quer seja do Governo, não existe um grande amor na realidade pelas crianças, de ocupar-lhes todo o seu tempo com aprendizado, com culturas, com regras, e principalmente com pessoas que possuam realmente estes predicados. Falta, amor, falta professores especiais, falta instrutores especializados em diversos segmentos, falta, dinheiro para sustentar( ou muitas das vezes são desviados para outras finalidades), falta estudos, falta uma alimentação saudável, falta competividade entre as crianças, brincadeiras, jogos, esportividade, em fim falta quase tudo. Tem se o Predio, as camas, os alimentos e os zeladores que muitas das vezes totalmente despreparados para tais funções. E isso se comprova com as casas dos jovens viciados, delinquentes, que não praticam nada, não estudam, não são obrigados e lavar os pratos que comem, os banheiros, não existe professores de ginástica, e por aí em diante. Ficam paralisados em celas tomando sol e nada fazem. E cabeças vazias são portas de que?
    Portanto deixo meu comentário sabendo que sim é um triste ver tudo isso que acontece com nossas crianças, mas que existe saídas, com toda certeza, sem esta de que todo mundo tem que adota uma destas crianças. Quanto aos Pais, pobres infelizes, é pedir misericórdia ao Pai Celestial pelo que terão que arcar.
    Muita Paz, Luz e Amor Incondicional
    Antonio C.Evangelista.

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