Qual a finalidade da mediunidade na Terra

Espiritismo de A a Z – Waldon Volpiceli Alves

Mediunidade: faculdade que algumas pessoas possuem de sentirem, falarem ou incorporem espíritos. A mediunidade ocorre independentemente da vontade do médium, dependendo de seus atributos orgânicos. Não é algo dado por Deus, é algo natural em algumas pessoas, que podem, com treino, se desenvolver ou não. Pode se manifestar em qualquer pessoa, independentemente de sexo, etnia, idioma, religião ou até idade.

A mediunidade sem lágrimas – Eliseu Rigonatti

O QUE FAZ UM MÉDIUM FRACASSAR

 De “O Livro dos Médiuns”, de Allan Kardec, retiramos as dez seguintes causas que levam um médium ao fracasso; são elas: falta de análise das comunicações, leviandade, indiferença, presunção, orgulho, suscetibilidade, exploração, egoísmo, inveja e elogios.

A falta de rigorosa análise das comunicações dá margem a que espíritos mistificadores, através de ditados extravagantes, desviem o médium e esterilizem sua mediunidade, que nada mais produzirá de útil.

A leviandade é própria dos médiuns que não tomam sério sua mediunidade e a utilizam para futilidades. Os médiuns levianos vivem constantemente rodeados de espíritos brincalhões e zombeteiros, dos quais nada de bom se pode esperar.

A indiferença caracteriza os médiuns que não procuram melhorar seu procedimento e não tiram proveito dos conselhos que os espíritos protetores lhes dão. Os médiuns indiferentes acabam sendo abandonados por seus protetores, porque os espíritos de boa vontade só auxiliam  médiuns que trabalham ativamente para sua própria reforma moral.

A presunção é o traço distintivo dos médiuns que julgam que só recebem comunicações de espíritos elevados por isso, acreditam-se infalíveis. Os médiuns presunçosos arriscam-se a serem fàcilmente mistificados.

O orgulho: os médiuns orgulhosos pensam valer mais do que seus companheiros e que nada mais precisam aprender. Duras lições os reconduzirão à humildade da qual se afastaram.

A suscetibilidade demonstra que o médium possui excessivo amor-próprio. Lembremo-nos de que o amor- próprio é causador de inúmeras quedas. Os médiuns suscetíveis melindram-se quando as comunicações são analisadas, ressentem-se por qualquer motivo e se esquecem de praticar a sublime virtude que se chama Tolerância.

A exploração da mediunidade traz gravíssimo fracasso. O Espiritismo veio para destruir o egoísmo e não para reforçá-lo; por isso o médium que usa sua mediunidade para explorar seus irmãos desvirtua sua nobre finalidade.

Os médiuns egoístas são aqueles que usam sua mediunidade somente em proveito próprio, esquecidos de servir ao próximo. É claro que os espíritos do bem evitam estes médiuns, os quais passarão a ser assistidos por espíritos ignorantes.

A inveja é o defeito dos médiuns que ficam despeitados, quando outros médiuns produzem mais e melhor do que eles. Não há motivos para invejar ninguém; quem quiser ser alvo das atenções dos espíritos elevados que se esforce por merecê-las pela prática do bem e por um comportamento exemplar.

Um médium nunca dará ouvidos a elogios, venham êles de onde vierem. O elogio desperta nosso amor-próprio e alimenta nosso orgulho. É conveniente sabermos que os homens e os espíritos verdadeiramente superiores dificilmente elogiam e, quando o fazem, é com palavras de estímulo que nos revelam o muito que ainda nos falta trabalhar

para concluirmos o que nos propusemos realizar.

Como vemos, as causas do fracasso residem dentro do próprio médium; por isso é necessária a máxima vigilância para não deixarmos que elas produzam seus maléficos efeitos.

Diretrizes de Segurança – Divaldo P. Franco / J. Raul Teixeira

Qual a finalidade da mediunidade na Terra?

Divaldo – A mediunidade é, antes de tudo, uma oportunidade de servir. Bênção
de Deus, que faculta manter o contato com a vida espiritual. Graças ao
intercâmbio, podemos ter aqui, não apenas a certeza da sobrevivência da vida
após a morte, mas também o equilíbrio para resgatarmos com proficiência os
débitos adquiridos nas encarnações anteriores. E graças à mediunidade que o
homem tem a antevisão do seu futuro espiritual, e, ao mesmo tempo, o relato
daqueles que o precederam na viagem de volta à Erraticidade, trazendo-lhe
informes de segurança, diretrizes de equilíbrio e a oportunidade de refazer o
caminho pelas lições que ele absorve do contato mantido com os
desencarnados.
Assim, a mediunidade tem uma finalidade de alta importância, porque é
graças a ela que o homem se conscientiza das suas responsabilidades de
espírito imortal. Conforme afirmava o Apóstolo Paulo, se não houvesse a
ressurreição do Cristo, para nos trazer a certeza da vida espiritual, de nada
valeria a mensagem que Ele nos deu.

Comentários de Fábio Duarte, veja no vídeo abaixo:

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Sobre Fábio Duarte

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