“Cansado” do tráfico, homem se entrega e pede para ser preso

Um jovem de 19 anos se entregou à polícia pouco antes da 1h desta terça-feira (20), na Zona Norte de Porto Alegre, e pediu para ser preso. Ele alegou estar cansado do tráfico de drogas. Segundo a Brigada Militar, ele portava quatro tijolos de maconha e 62 pedras de crack.
Matéria completa: http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2012/03/traficante-se-entrega-policia-e-pede-para-ser-preso-em-porto-alegre.html

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Lidar com usuário de drogas não é fácil. A dependência química é realmente um problema que merece muito cuidado físico e espiritual.

Deus nos permite conviver uns com os outros para que possamos nos auxiliar mutuamente no caminho evolutivo. Por vezes, essas convivências são difíceis. No caso desse rapaz, a dependência já está estabelecida. Reverter esse quadro é um processo lento e que precisa da vontade real do adicto para querer sair. A solução encontrada por ele foi se entregar para a polícia, pois, desta forma, estaria longe do tráfico e do uso também.

O vício do crack é um inimigo difícil. O problema da tóxico-dependência é de um desgaste emocional e psicológico muito grande, não só para o doente, mas também para os familiares que convivem com ele diariamente. Os narcóticos funcionam, muitas vezes, como um escape, uma fuga da crua realidade de nossas desilusões, fracassos e sofrimentos. Não sabemos o que o levou a chegar a essa situação, mas precisamos enxergar nesse rapaz o enfermo carente de proteção, o espírito angustiado, o ser humano que escolheu o caminho errado para esconder a revolta, a dor e o desapontamento, e que, nesse momento, precisa muito de orientação.

A atitude deste jovem faz-nos lembrar de uma frase atribuída ao nosso saudoso Chico Xavier: “Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim. (…) Deus nos concede, a cada dia, uma página de vida nova no livro do tempo. Aquilo que colocarmos nela corre por nossa conta.”

Sendo assim, verificamos que a dependência química é uma doença psiquiátrica que se caracteriza pela perda de controle do uso de determinadas substâncias psicoativas, talvez um dos maiores problemas enfrentados pelas pessoas na atualidade, dada à insegurança, à imaturidade e à ansiedade em que se vive.
O uso da droga é desencadeado por fatores externos, como companhias, ambientes, ocorrências (em casa ou fora dela), etc, que devem ser analisados em profundidade e trabalhados da melhor forma para que exerçam a menor influência possível.

Diz-nos o Espiritismo a este respeito:

“909. O Homem poderia sempre vencer suas más tendências pelos seus esforços?Sim, e, algumas vezes, por fracos esforços. É a vontade que lhe falta. Ah! Quão poucos dentre vós fazem esforços!

911. Não há paixões tão vivas e irresistíveis que a vontade não tenha poder para superá-las? Há muitas pessoas que dizem: eu quero, mas a vontade não está senão nos lábios; elas querem, mas estão bem contentes que assim não seja. Quando se crê não poder vencer suas paixões, é que o Espírito nelas se compraz em consequência de sua inferioridade.

Aquele que procura reprimi-las, compreende sua natureza espiritual; as vitórias são para ele um triunfo do Espírito sobre a matéria.(O Livro dos Espíritos, Allan Kardec, parte 3ª, cap. XII.)

Sobre esses e outros vícios, Allan Kardec, preocupado com a questão das pessoas enroladas nos labirintos dessa fraqueza humana, perguntou à Espiritualidade Amiga, na questão 645 do mesmo livro, se “quando o homem está mergulhado na atmosfera do vício o mal não se torna para ele um arrastamento quase irresistível?” Ao que os Espíritos responderam:

Arrastamento, sim, irresistível, não: porque no meio dessa atmosfera de vícios podes encontrar grandes virtudes. São Espíritos que tiveram a força de resistir e que tiveram, ao mesmo tempo, a missão de exercer uma boa influência sobre os seus semelhantes“.

Como podemos analisar, nunca estamos sozinhos. Seja no caminho reto, seja nos “desvios”, sempre contaremos com a presença dos nossos irmãos da espiritualidade que estiverem na mesma faixa vibratória. Portanto, a qualidade da ajuda depende de nós, das nossas atitudes, dos nossos desejos. Pensemos nisso em todas as circunstâncias.

Fonte: Parte do artigo escrito por Marcia Leal Jek.

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