Espiritismo e Política

VI – Influência do Espiritismo no Progresso

O Livro dos Espíritos:

  1. De que maneira o Espiritismo pode contribuir para o progresso?

      — Destruindo o materialismo, que é uma das chagas da sociedade, ele faz os homens compreenderem onde está o seu verdadeiro interesse. A ‘vida futura não estando mais velada pela dúvida, o homem compreenderá melhor que pode assegurar o seu futuro através do presente. Destruindo os preconceitos de seita, de casta e de cor, ele ensina aos homens a grande solidariedade que os deve unir como irmãos.

O Espírita tende a não se envolver em política, e dentro das casas Espíritas é quase que um assunto proibido, até certo ponto é compreensível que tal envolvimento deva ser ignorado. A questão é que POLÍTICA vai muito além do que apenas partidos e candidatos, é a “ciência de organizar” cultivar valores de cidadania é contribuir para o progresso uma vez que Espíritas se instruem na arte de servir, cultivam valores fraternos e de coletividade, assumindo o papel sensível diante os mais necessitados.

Muitos políticos discursam que e praticam políticas públicas de resgate e de inserção de parte da população com assistencialismo, outros creem que o enriquecimento do país ascenderá a camada mais pobre a condições mais humana, só que todos se esquecem de trabalhar o mais importante que é a dignidade humana.

O Espiritismo busca tratar justamente a crença da riqueza, enriquecendo o convívio aonde todos se tornem parte do problema, formando uma rede de crescimento sustentável e contagiante.

O Livro dos Espíritos:  685 – a) Mas o que fará o velho que precisa trabalhar para viver e não pode?

      — O forte deve trabalhar para o fraco: na falta da família, a sociedade deve ampará-lo: é a lei da caridade.

Comentário de Kardec: Não basta dizer ao homem que ele deve trabalhar, é necessário também que o que vive do seu trabalho encontre ocupação, e isso nem sempre acontece. Quando a falta de trabalho se generaliza, toma as proporções de um flagelo, como a escassez. A ciência econômica procura o remédio no equilíbrio entre a produção e o consumo, mas esse equilíbrio, supondo-se que seja possível, sofrerá sempre intermitências e durante essas fases o trabalhador tem necessidade de viver. Há um elemento que não se ponderou bastante, e sem o qual a ciência econômica não passa de teoria: a educação. Não a educação intelectual, mas a moral, e nem ainda a educação moral pelos livros, mas a que consiste na arte de formar caracteres, aquela que cria os hábitos, porque educação é conjunto de hábitos adquiridos.

      Quando se pensa na massa de indivíduos diariamente lançados na corrente da população, sem princípios, sem freios, entregues aos próprios instintos, deve-se admirar das conseqüências desastrosas desse fato? Quando essa arte for conhecida, compreendida e praticada, o homem seguirá no mundo os hábitos de ordem e previdência para si mesmo e para os seus, de respeito pelo que é respeitável,hábitos que lhe permitirão atravessar de maneira menos penosa os maus dias inevitáveis. A desordem e a imprevidência são duas chagas que somente uma educação bem compreendida pode curar. Nisso está o ponto de partida, o elemento real do bem- estar, a garantia da segurança de todos.

O Espírita consciente de seu papel deve se engajar em causas políticas, afim de promover a transformação pelo exemplo de como ser um cidadão, e sempre que oportunidades surgirem mostre sua postura cristã, rejeitando meias verdades ou falsas ilusões.

O Livro dos Médiuns:   Na dúvida, abstém-te, diz um dos vossos antigos provérbios. Não admitais, pois, o que não for para vós de evidência inegável. Ao aparecer uma nova opinião, por menos que vos pareça duvidosa, passai-a pelo crivo da razão e da lógica. O que a razão e o bom senso reprovam, rejeitai corajosamente. Mais vale rejeitar dez verdades do que admitir uma única mentira, uma única teoria falsa.

Herculano Pires:  “O que a razão e o bom senso reprovam, rejeitai corajosamente. Mais vale rejeitar dez verdades do que admitir uma única mentira, uma única teoria falsa.”

Analisar e ponderar racionalmente é o papel do Espírita na política.

politica e espiritismo

 

Anúncios

Sobre Fábio Duarte

@FabioDuarte_BH
Esse post foi publicado em Artigos Fábio Duarte e marcado , , , , , . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s