Introdução ao Estudo Espírita

Estudointrodução ao estudo Espírita

A Doutrina dos Espíritos oficialmente fundada por Allan Kardec na França em 1857 é fruto de pesquisas e observações em eventos que popularizaram na Europa durante o século XVIII, eventos estes chamados de “Mesas Girantes”, que despertaram a curiosidade de um estudioso francês de nome Hippolyte Léon Denizard Rivail, ao qual percebeu que apesar das frivolidades existentes em tais reuniões existia algo de relevante a ser explorado, e com o apoio de alguns outros cidadãos iniciou reuniões sem o caráter de diversão, e sim, entender que havia inteligência por trás dos fenômenos.

Senhor Rivail iniciou uma árdua campanha de divulgação e troca de conhecimento sobre tais eventos “sobrenaturais” mundo afora, conseguindo se corresponder com pessoas de vários países ao qual percebeu haver toda uma estrutura até então inexplicável de interação do homem com “seres invisíveis”.

Outro grande fenômeno que lançou olhares e trouxe veracidade a tais comunicações é o caso das “Irmãs Fox” nos Estados Unidos. Dando mostras que não estávamos sozinhos e que nossa vida não se resumia apenas em “nascer, viver e morrer”.

Sr. Rivail tratando como ciência esta nova percepção de ver eventos que sempre popularam pela Terra como eventos místicos e de povos que se apegam ao desconhecido para justificar seu baixo intelecto, trouxe a si uma gama de pesquisadores e as provas que tanto necessitava a fim de avalizar seu fim científico.

É importante frisar que tais fenômenos nunca foram exclusividade da época e sim algo natural presente em todas as partes do globo por toda nossa existência:

“A existência dos Espíritos, e a sua intervenção no mundo corporal, está atestada e demonstrada, não mais como um fato excepcional, mas como princípio geral, em Santo Agostinho, São Jerônimo, São Crisóstomo, São Gregório de Na-zianzeno e muitos outros Pais da Igreja. Essa crença forma, por outro lado, a base de todos os sistemas religiosos. Os mais sábios filósofos da antigüidade a admitiram: Platão, Zoroastro, Confúcio, Apuleio, Pitágoras, Apolônio de Tiana e tantos outros. Nós a encontramos nos mistérios e nos oráculos, entre os Gregos, os Egípcios, os Hindus, os Caldeus, os Romanos, os Persas, os Chineses. Vemo-la sobreviver a todas as vicissitudes dos povos, a todas as perseguições, desafiar todas as revoluções físicas e morais da Humanidade. Mais tarde, encontramo-la nos adivinhos e feiticeiros da Idade Média, nos Willis e nas Walkirias dos Escandinavos, nos Elfos dos Teutões, nos Leschios e nos Domeschnios Doughi dos Eslavos, nos Ourisks e nos Brownies da Escócia, nos Poulpicans e nos Ten-sarpoulicts dos Bretões, nos Cemis dos Caraíbas, em uma palavra, em toda a falange de ninfas, de gênios bons e maus, de silfos, de gnomos, de fadas, de duendes, com os quais todas as nações povoaram o espaço. Encontramos a prática das evocações entre os povos da Sibéria, no Kamtchatka, na Islândia, entre os índios da América do Norte, entre os aborígenes do México e do Peru, na Polinésia e mesmo entre os estúpidos selvagens da Oceania.” Revue Spirit 1858

Uma rápida olhada na história da humanidade constatamos que Allan Kardec apenas tratou das manifestações como algo natural e científico, obviamente não uma ciência exata, já é muito que tenha o de uma ciência filosófica. Toda ciência deve estar baseada sobre fatos; mas só os fatos não constituem a ciência; a ciência nasce da coordenação e da dedução lógica dos fatos: é o conjunto de leis que os regem. O Espiritismo chegou ao estado de ciência? Se se trata de uma ciência perfeita, sem dúvida, seria prematuro responder afirmativamente; mas as observações são, desde hoje, bastante numerosas para se poder, pelo menos, deduzir os princípios gerais, e é aí que começa a ciência.

A Doutrina Espírita nasce então após o acúmulo de material de estudo e pesquisa por parte do Sr. Rivail com o lançamento da obra primeira e basilar que é “O Livro dos Espíritos” tendo como autor Allan Kardec, sentindo assim a necessidade de que suas outras obras acadêmicas não interferisse nesse novo trabalho filosófico.

Allan Kardec sempre deixou claro que a obra não lhe pertencia, apenas foi o responsável por classificá-la e organizar pois se trata da obra dos Espíritos, que visam com isso nos trazer respostas e auxílio em momentos que nenhuma outra Doutrina consegue dirimir nossas dúvidas e angústias.

Após o lançamento do “O Livro dos Espíritos” Allan Kardec também lança outras obras que complementam esta nova Filosofia de caráter moral, ou Ciência filosófica de conotação moralizante.

1 – 1857 – O Livro dos Espíritos

2 – 1858 – A Revista Espírita – Jornal de Estudos Psicológicos editada até 1869

3 – 1859 – O Que é o Espiritismo

4 – 1861 – O Livro dos Médiuns

5 – 1863 – O Evangelho Segundo o Espiritismo

6 – 1865 – O Céu e o Inferno ou a Justiça Divina Segundo o Espiritismo

7 – 1868 – A Gênese, os milagres e as Predições Segundo o Espiritismo

Dentre estas obras algumas outras foram lançadas a fim de contribuir com o esclarecimento resumido em forma de livretos.

Também em 1890, 11 anos após o desencarne de Allan Kardec lançou-se o livro “Obras Póstumas” onde reuniu várias anotações e artigos guardados por ele em vida, não sabemos se são relatos que ele publicaria ou manteria em seus guardados, fato este que não trás muita credibilidade à obra citada.

A perspectiva que o Espiritismo bem estudado é de aceitação e compreensão por parte dos que se dedicam a esta nova proposta que nos faz perceber nossa responsabilidade diante os eventos da vida e da morte por assim dizer uma vez que cremos na continuidade da vida após a vida, e a percepção de que somos filhos de Deus eleva-se uma vez que nosso irmão mais evoluído Jesus nos ensina o caminho, a verdade e a vida que será mais feliz se nos deixarmos seguir seus exemplos.

“NASCER, VIVER, MORRER, RENASCER DE NOVO E PROGREDIR CONTINUAMENTE, TAL É A LEI”

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Sobre Fábio Duarte

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